Identidade e Zero Trust

Tratar a identidade como o novo perímetro — autenticação forte, acesso privilegiado sob controle e verificação contínua no modelo Zero Trust.

Avaliação de maturidade em identidade e Zero Trust

Durante anos a segurança desenhou muros: firewall na borda, VPN para quem estava fora, e a premissa de que tudo dentro da rede era confiável. Esse desenho ruiu. Com nuvem, trabalho remoto e SaaS, não existe mais um "dentro" nítido — e o atacante moderno quase nunca arromba a parede. Ele faz login. A credencial virou a chave mestra, e por isso a identidade é o novo perímetro: o ponto onde o acesso é concedido ou negado, pessoa por pessoa, dispositivo por dispositivo, requisição por requisição.

Este hub cobre essa frente de ponta a ponta. Começa pela base que a maioria das organizações brasileiras ainda opera: o Active Directory e suas GPOs, onde tiering, hardening de Domain Controllers e detecção de ataques como Kerberoasting, Pass-the-Hash e DCSync decidem se um comprometimento vira incidente isolado ou domínio inteiro perdido. Avança para a autenticação — por que MFA já não basta quando o ataque é push bombing ou adversary-in-the-middle, e como MFA resistente a phishing, passkeys e FIDO2 fecham a porta que a senha deixou aberta. Trata também da escolha prática de gerenciadores de senhas quando passwordless ainda não é realidade.

Da autenticação o tema sobe para o acesso privilegiado: o PAM que coloca contas administrativas em cofre, concede permissão just-in-time e grava sessão, porque é o admin comprometido que transforma um clique num desastre. Entram aqui duas fronteiras que crescem rápido: as identidades não humanas (service accounts, chaves de API, tokens OAuth), que já superam as humanas em ordens de grandeza e raramente têm dono ou rotação, e o ITDR, que detecta o abuso de identidades válidas que nenhum antivírus enxerga. No topo está a arquitetura que amarra tudo: Zero Trust — "nunca confie, sempre verifique" — com microssegmentação e a migração de VPN tradicional para ZTNA.

No Brasil, essa agenda não é opcional. A LGPD exige controle de acesso proporcional ao dado pessoal tratado, e o setor financeiro, sob as resoluções do Banco Central, precisa demonstrar gestão de identidade e acesso privilegiado como parte da sua política de segurança cibernética. Comece pelos guias abaixo e, quando quiser medir onde sua organização está no caminho para Zero Trust, fale com nosso time.

Guias de Identidade e Zero Trust

Active Directory, MFA, PAM, passwordless, ITDR, identidades não humanas e arquitetura Zero Trust. (11 artigos)

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