SAST vs DAST vs IAST

Três abordagens de teste de segurança de aplicações — quando usar cada uma e como combinar.

Resumo rápido

Três categorias complementares de teste de segurança de aplicações. SAST lê o código-fonte (estático), age cedo no SDLC e tem alta cobertura, mas gera muito falso positivo. DAST ataca a aplicação em execução (caixa-preta) — falsos positivos baixos, mas cobertura limitada aos fluxos exercitados. IAST instrumenta a aplicação (agente) e combina o melhor dos dois: visibilidade interna durante execução real.

SAST

Análise estática do código-fonte. Roda em pre-commit/PR, cobre toda a base e identifica padrões inseguros e taint flows.

DAST

Análise dinâmica em runtime. Simula ataques HTTP, encontra problemas reais como SQLi e XSS sem precisar de código-fonte.

IAST

Análise interativa instrumentada. Agente dentro da aplicação correlaciona fluxos e dados em tempo real durante testes.

Critério SAST DAST IAST
Tipo de análiseEstática (código-fonte)Dinâmica (caixa-preta)Interativa (instrumentada)
Quando atua no SDLCPre-commit / PRStage / pre-prodStage / pre-prod
Requer aplicação rodandoNãoSimSim
Acesso ao código-fonteSimNãoSim (via agente)
Cobertura da baseTodaApenas paths exercitadosApenas paths exercitados
Vulnerabilidades típicasCode patterns, taint, secrets, IaCSQLi, XSS, IDOR, config errorsHíbrido — code + runtime
Falsos positivosAltos (sem contexto)Baixos (exploit real)Baixos
Falsos negativosBaixos (escaneia tudo)Médios-altosMédios
Detecta lógica de negócioLimitadoLimitadoMédio
Tempo de scanMinutos a horasHorasTempo real (durante testes)
Awareness de linguagem/frameworkAltoBaixoAlto
Output esperadoLinha + CWE + sugestão de fixURL + payload + reproduce stepsLinha + payload + contexto
Integração com IDEExcelenteNãoLimitada
Integração com CI/CDNativaSim (job de stage)Sim (agente em stage)
Suporte a APIs/MicroservicesSimSim (com config de fluxos)Sim (detecta dependências)
Custo de implantaçãoMédioAlto (ambiente + manutenção)Médio-alto (agente)
Lock-inMédioMédioMédio-alto
Onde brilhaShift-left, secrets, hygieneValidação final, OWASP runtimeDevSecOps maduro com QA forte

Como decidir

  • Time pequeno, começando AppSec: SAST no PR + SCA são o ponto de partida — baixo custo, alto retorno.
  • Aplicações web/APIs em produção: adicione DAST em stage para pegar o que SAST não vê (config, runtime, auth).
  • QA com testes funcionais robustos: IAST aproveita a cobertura de QA para reduzir falsos positivos.
  • Setor regulado (PCI, banking): SAST + DAST são quase obrigatórios; IAST é diferencial.
  • Microservices distribuídos: IAST tem vantagem por correlacionar fluxos entre serviços.

Aprofunde nos conceitos

Perguntas frequentes

SAST, DAST e IAST são alternativas ou complementares?

São complementares. SAST analisa código-fonte e cobre toda a base; DAST testa a aplicação em execução simulando ataques externos; IAST instrumenta a aplicação e combina visibilidade interna com fluxos reais. Em DevSecOps maduro, os três coexistem.

Por onde começar em uma adoção do zero?

Comece com SAST nos PRs (shift-left clássico) — barato, integrado ao IDE e ao pipeline. Em seguida, adicione DAST em ambiente de stage para validar a aplicação em runtime. IAST entra quando há equipe e maturidade para gerir agentes em ambientes pré-produção.

IAST substitui SAST e DAST?

Não substitui SAST porque IAST só vê o código exercitado pelos testes — a cobertura é menor. Pode reduzir a necessidade de DAST em algumas equipes, mas ainda perde validação black-box externa. O ideal é combinação.

Como medir ROI dessas ferramentas?

Por taxa de vulnerabilidades encontradas antes de produção, MTTR de fix em dev, redução de findings em pentest e bug bounty, e queda no custo de remediação por vulnerabilidade (vulnerability cost curve).

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