Artigo Satélite — Referência: Segurança da Informação nas Empresas em 2026

Muitas empresas acreditam estar seguras, mas nunca realizaram uma avaliação real de maturidade em segurança da informação.

Sem diagnóstico, não existe estratégia — apenas suposições.

O que é maturidade em segurança

Maturidade não é quantidade de ferramentas, mas a capacidade de prevenir, detectar e responder a incidentes de forma consistente.

Maturidade vai além da tecnologia

Ela envolve a integração de três dimensões fundamentais:

  • Processos: políticas, procedimentos e fluxos documentados e seguidos na prática
  • Pessoas: equipes capacitadas, conscientes e com responsabilidades claras
  • Tecnologia: ferramentas adequadas, corretamente configuradas e monitoradas

Uma organização madura consegue operar segurança de forma previsível, repetível e mensurável.

Principais sinais de baixa maturidade

Identificar a baixa maturidade é o primeiro passo para evoluir. Os sinais mais comuns incluem:

Indicadores de risco

  • Falta de inventário de ativos: a empresa não sabe o que precisa proteger
  • Ausência de políticas formais: regras existem apenas informalmente ou não existem
  • Controles reativos e não preventivos: ações só acontecem depois de incidentes
  • Falta de testes e simulações: a segurança nunca é validada na prática
  • Dependência excessiva de fornecedores: sem governança interna sobre o que é contratado

Empresas com esses sinais estão operando com base em suposições, e não em controles reais.

Qual é o nível real de maturidade da sua empresa?

Uma avaliação estruturada revela lacunas que não aparecem no dia a dia.

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Avaliação de riscos como ponto de partida

Avaliar riscos significa entender quais ativos são críticos, quais ameaças existem e qual o impacto de uma falha.

Como estruturar a avaliação

Etapas fundamentais do processo

  • Identificar e classificar os ativos críticos do negócio
  • Mapear ameaças relevantes para o contexto da organização
  • Avaliar vulnerabilidades existentes nos controles atuais
  • Estimar o impacto e a probabilidade de cada cenário de risco
  • Priorizar ações com base no nível de risco identificado

Esse processo orienta decisões e investimentos. A adoção de frameworks de cibersegurança reconhecidos, como NIST e ISO 27001, fornece uma base sólida para essa avaliação.

Testes e validação contínua

Pentests, análises de vulnerabilidades e exercícios de resposta a incidentes ajudam a validar se a segurança funciona na prática.

Validações recomendadas

  • Testes de intrusão (pentest) periódicos em infraestrutura e aplicações
  • Análises de vulnerabilidades automatizadas com frequência mensal
  • Exercícios de simulação de incidentes com equipes de Red Team e Blue Team
  • Revisão de configurações em ambientes de nuvem
  • Testes de conscientização e simulação de phishing

Segurança que não é testada é apenas teórica.

Maturidade como processo contínuo

Empresas maduras revisam continuamente seus controles e aprendem com falhas internas e externas.

Características de uma organização madura

  • Indicadores de segurança acompanhados pela liderança
  • Processos de melhoria contínua baseados em métricas reais
  • Integração entre segurança, TI e áreas de negócio
  • Capacidade de adaptação rápida a novas ameaças

Esse modelo de evolução contínua é detalhado no artigo pilar.

Leitura complementar

Para uma visão integrada sobre riscos, ameaças e estruturação de proteção: Segurança da Informação nas Empresas: Riscos, Ameaças e Como se Proteger em 2026.

Perguntas frequentes

O que é maturidade em Segurança da Informação?

É a capacidade da organização de prevenir, detectar e responder a incidentes de forma consistente, envolvendo processos, pessoas e tecnologia de maneira integrada.

Como saber se minha empresa tem baixa maturidade em segurança?

Sinais comuns incluem: falta de inventário de ativos, ausência de políticas formais, controles apenas reativos, falta de testes regulares e dependência excessiva de fornecedores sem validação.

Por que a avaliação de riscos é o ponto de partida?

Porque sem entender quais ativos são críticos, quais ameaças existem e qual o impacto de uma falha, qualquer investimento em segurança será mal direcionado.

Com que frequência devo testar minha segurança?

Idealmente de forma contínua. Pentests anuais ou semestrais, análises de vulnerabilidades mensais e exercícios de resposta a incidentes periódicos garantem validação real dos controles.

Inteligência Brasil

Roberto Lima

Especialista em Segurança da Informação e Governança de Dados na Inteligência Brasil.