Artigo Satélite — Referência: Segurança da Informação nas Empresas em 2026

O cenário de ataques cibernéticos no Brasil evoluiu rapidamente. Empresas de todos os setores passaram a ser alvos constantes — não apenas grandes corporações.

Ataques se tornaram mais automatizados, direcionados e financeiramente motivados.

Conhecer os principais vetores de ataque é essencial para entender onde investir e como se proteger.

Ransomware e extorsão digital

O ransomware é hoje uma das maiores ameaças corporativas. Não se trata apenas de criptografar dados, mas de roubo de informações e extorsão.

Como o ransomware impacta empresas

O ataque moderno de ransomware segue um modelo de extorsão múltipla: dados são roubados antes de serem criptografados, e a ameaça de vazamento público é usada como pressão adicional para forçar o pagamento.

Consequências diretas

  • Paralisação completa de sistemas e operações
  • Perda de dados críticos sem possibilidade de recuperação
  • Custos elevados de resposta emergencial
  • Danos reputacionais e perda de confiança de clientes

Empresas sem segmentação de rede, backup confiável e plano de resposta a incidentes acabam ficando sem alternativas.

Phishing e engenharia social

Grande parte dos ataques começa com um simples e-mail ou mensagem falsa. A falha não está apenas na tecnologia, mas no fator humano.

O fator humano como porta de entrada

Sem conscientização e treinamento, credenciais são comprometidas rapidamente. O monitoramento contínuo de phishing e a autenticação robusta com DMARC, DKIM e SPF são controles essenciais para reduzir esse risco.

Técnicas mais comuns de engenharia social

  • Spear phishing: e-mails direcionados a pessoas específicas com informações personalizadas
  • Business Email Compromise (BEC): comprometimento de contas de e-mail corporativo para fraudes financeiras
  • Vishing e smishing: ataques por telefone e SMS explorando urgência e autoridade
  • Pretexting: criação de cenários falsos para obter informações sensíveis

Sua equipe sabe identificar um ataque de phishing?

Testes de conscientização revelam o nível real de preparo da sua organização.

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Exploração de vulnerabilidades conhecidas

Falhas em aplicações web, servidores desatualizados e serviços mal configurados continuam sendo explorados em larga escala.

O risco das falhas não corrigidas

O mais grave é que muitas dessas falhas já possuem correção disponível. A ausência de um processo estruturado de gestão de vulnerabilidades mantém portas abertas para atacantes.

Vetores comuns de exploração

  • Aplicações web com falhas no OWASP Top 10
  • Servidores com patches de segurança pendentes
  • Ambientes em nuvem mal configurados
  • Serviços expostos desnecessariamente à internet

A realização periódica de pentests e análises de vulnerabilidades é fundamental para identificar e corrigir essas falhas antes que sejam exploradas.

Ameaças internas e acessos excessivos

Usuários com privilégios além do necessário representam um risco real. Seja por erro, negligência ou má-fé.

Controle de acessos como pilar de defesa

A implementação de gestão de acessos privilegiados (PAM) e políticas de Zero Trust são abordagens comprovadas para mitigar ameaças internas.

Práticas essenciais

  • Princípio do menor privilégio em todos os acessos
  • Revisão periódica de permissões e credenciais
  • Monitoramento de atividades em contas privilegiadas
  • Soluções de DLP para prevenir vazamentos internos

Entender o ataque é parte da defesa

Conhecer os ataques mais comuns ajuda a direcionar investimentos e priorizar controles. Não se trata de reagir a tudo, mas de focar nos riscos que realmente impactam o negócio.

Esse entendimento se conecta diretamente à estratégia apresentada no artigo pilar.

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Veja como integrar o conhecimento sobre ameaças em uma estratégia completa de proteção: Segurança da Informação nas Empresas: Riscos, Ameaças e Como se Proteger em 2026.

Perguntas frequentes

Qual é o ataque cibernético mais comum contra empresas no Brasil?

O phishing e a engenharia social continuam sendo os vetores iniciais mais comuns. A maioria dos ataques bem-sucedidos começa com a exploração do fator humano por meio de e-mails e mensagens falsas.

O que é ransomware e como ele afeta empresas?

Ransomware é um tipo de ataque que criptografa dados da empresa e exige pagamento para liberação. Além da criptografia, envolve roubo de informações e extorsão múltipla, podendo paralisar completamente as operações.

Como proteger minha empresa contra ataques cibernéticos?

A proteção eficaz exige uma combinação de controles técnicos, conscientização de pessoas, gestão de vulnerabilidades, controle de acessos e plano de resposta a incidentes. Não existe solução única.

Funcionários podem representar uma ameaça à segurança?

Sim. Ameaças internas, seja por erro, negligência ou má-fé, representam um risco real. Controle de acessos, gestão de identidades e monitoramento são fundamentais para mitigar esse risco.

Inteligência Brasil

Roberto Lima

Especialista em Segurança da Informação e Governança de Dados na Inteligência Brasil.