O cenário de ataques cibernéticos no Brasil evoluiu rapidamente. Empresas de todos os setores passaram a ser alvos constantes — não apenas grandes corporações.
Ataques se tornaram mais automatizados, direcionados e financeiramente motivados.
Conhecer os principais vetores de ataque é essencial para entender onde investir e como se proteger.
Ransomware e extorsão digital
O ransomware é hoje uma das maiores ameaças corporativas. Não se trata apenas de criptografar dados, mas de roubo de informações e extorsão.
Como o ransomware impacta empresas
O ataque moderno de ransomware segue um modelo de extorsão múltipla: dados são roubados antes de serem criptografados, e a ameaça de vazamento público é usada como pressão adicional para forçar o pagamento.
Consequências diretas
- Paralisação completa de sistemas e operações
- Perda de dados críticos sem possibilidade de recuperação
- Custos elevados de resposta emergencial
- Danos reputacionais e perda de confiança de clientes
Empresas sem segmentação de rede, backup confiável e plano de resposta a incidentes acabam ficando sem alternativas.
Phishing e engenharia social
Grande parte dos ataques começa com um simples e-mail ou mensagem falsa. A falha não está apenas na tecnologia, mas no fator humano.
O fator humano como porta de entrada
Sem conscientização e treinamento, credenciais são comprometidas rapidamente. O monitoramento contínuo de phishing e a autenticação robusta com DMARC, DKIM e SPF são controles essenciais para reduzir esse risco.
Técnicas mais comuns de engenharia social
- Spear phishing: e-mails direcionados a pessoas específicas com informações personalizadas
- Business Email Compromise (BEC): comprometimento de contas de e-mail corporativo para fraudes financeiras
- Vishing e smishing: ataques por telefone e SMS explorando urgência e autoridade
- Pretexting: criação de cenários falsos para obter informações sensíveis
Sua equipe sabe identificar um ataque de phishing?
Testes de conscientização revelam o nível real de preparo da sua organização.
Solicitar AvaliaçãoExploração de vulnerabilidades conhecidas
Falhas em aplicações web, servidores desatualizados e serviços mal configurados continuam sendo explorados em larga escala.
O risco das falhas não corrigidas
O mais grave é que muitas dessas falhas já possuem correção disponível. A ausência de um processo estruturado de gestão de vulnerabilidades mantém portas abertas para atacantes.
Vetores comuns de exploração
- Aplicações web com falhas no OWASP Top 10
- Servidores com patches de segurança pendentes
- Ambientes em nuvem mal configurados
- Serviços expostos desnecessariamente à internet
A realização periódica de pentests e análises de vulnerabilidades é fundamental para identificar e corrigir essas falhas antes que sejam exploradas.
Ameaças internas e acessos excessivos
Usuários com privilégios além do necessário representam um risco real. Seja por erro, negligência ou má-fé.
Controle de acessos como pilar de defesa
A implementação de gestão de acessos privilegiados (PAM) e políticas de Zero Trust são abordagens comprovadas para mitigar ameaças internas.
Práticas essenciais
- Princípio do menor privilégio em todos os acessos
- Revisão periódica de permissões e credenciais
- Monitoramento de atividades em contas privilegiadas
- Soluções de DLP para prevenir vazamentos internos
Entender o ataque é parte da defesa
Conhecer os ataques mais comuns ajuda a direcionar investimentos e priorizar controles. Não se trata de reagir a tudo, mas de focar nos riscos que realmente impactam o negócio.
Esse entendimento se conecta diretamente à estratégia apresentada no artigo pilar.
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Perguntas frequentes
O phishing e a engenharia social continuam sendo os vetores iniciais mais comuns. A maioria dos ataques bem-sucedidos começa com a exploração do fator humano por meio de e-mails e mensagens falsas.
Ransomware é um tipo de ataque que criptografa dados da empresa e exige pagamento para liberação. Além da criptografia, envolve roubo de informações e extorsão múltipla, podendo paralisar completamente as operações.
A proteção eficaz exige uma combinação de controles técnicos, conscientização de pessoas, gestão de vulnerabilidades, controle de acessos e plano de resposta a incidentes. Não existe solução única.
Sim. Ameaças internas, seja por erro, negligência ou má-fé, representam um risco real. Controle de acessos, gestão de identidades e monitoramento são fundamentais para mitigar esse risco.